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Zagallo

Mário Jorge Lobo Zagallo nunca foi um jogador comum. Visionário, na década de 50 já vislumbrava que o futebol nunca seria plástico e visualmente bonito como o brasileiro. E percebeu que os adversários usariam artifícios para anular suas virtudes. E, mostrando uma filosofia pioneira, correndo por todos os cantos do gramado, Zagallo conseguiu destaque, tornando-se armador, ponta-esquerda, auxiliar de lateral-esquerdo. Numa equipe em que atuavam mitos como Mané Garrincha e Didi, além do consagrado Amarildo, Zagallo mostrou sua importância e consciência tática garantindo sua vaga de titular nesse lendário ataque, que levou o Botafogo ao bicampeonato estadual nos de 1961 e 1962.

Zagallo, chamado carinhosamente de Velho lobo, por sua perspicácia, nasceu em Maceió, em 9 de agosto de 1931, e mudou-se para o Rio de Janeiro aos 8 meses de idade. Em 43, entrou no América como sócio contribuinte. Jogava vôlei também e tênis de mesa. No início da década de 50, deu o salto fundamental em sua vida: transferiu-se para o Flamengo.

Sua história no Botafogo começou logo após a Copa de 1958, na Suécia. Em General Severiano, já chegou respeitado pelo novo jeito de jogar na ponta-esquerda, marcando no meio campo. Pendurou as chuteiras em 1965, aos 34 anos. A partir de então, o ponta-esquerda eficiente deu lugar ao treinador estudioso e estrategista, que contribuiu para a modernização do futebol brasileiro e conquistou pelo Botafogo dois títulos estaduais e uma Taça Brasil. Zagallo jogou no América, Flamengo e Botafogo. Curiosamente, como jogador sua participação na seleção não foi muito extensa: 36 partidas, com 6 gols. Um dos raros profissionais a conquistar Copas do Mundo como jogador (em 1958 e 1962) e treinador (1970), Zagallo estreou na seleção dirigindo um combinado Botafogo-Santos, que goleou o Argentina por 4 a 1 no lendário botafoguense João Saldanha. Foi treinador na Copa de 74 e coordenador no tetracampeonato, em 1994. Sua despedida da seleção como treinador aconteceu em 1998, na França.

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